domingo, 1 de janeiro de 2017

A BLUE PHOTO DAWN


Estava me sentindo artístico. Faltou-lhe água na garrafa e a perda do cabo HDMI fez o monitor azular-se. As novas pilhas, compradas em um camelô pelo meu irmão, ressucitou a câmera que por semanas caiu no esquecimento. A viagem repentina, porém altamente planejada, com direito a madrugadas em claro, fez com que o olhar de Afrânio se voltasse para minha câmera e a desejasse. Era de uma qualidade considerável para se tirar fotos. Principalmente se comparado ao seu celular: um tanto quanto inútil e limitado Windows Phone.


 Em uma madruga, enquanto descobriamos detalhes técnicos de alguma máquina, eu surrupiei as pilhas, introduzi-as na câmera e a inspiração bateu-me à porta. Após várias sessões, tendo objetos cotidianos como modelos, meu irmão advertiu-me sobre a vida útil da pilhas e como eu as gastaria em retratos fúteis. Discretamente guardei a câmera comigo, afinal era minha por direito legal. É exequível que Afrânio a letargia seja recorrente ao início das madrugadas de Afrânio. Sua ida a alcova que pernoitava, porém, significa o meu retorna a labita fotográfica. A procrastinção de jogar The Sims diante de uma tela azul, nada céu e nada mar, desencadeou o insight, o pensmaneto súbito de que gotículas, ramanescentes, de água, transpassada por uma luz colorada do sangue real -  (a cor) já tão citada neste texto que a redundância me leva a ânsia - era admiravelmente venusto. Contemplei essas Photos Aleatória e as Compilei em um Vídeo.